terça-feira, 17 de novembro de 2015

São as pequenas coisas.
É o banho de chuva, o banho de lua.
É o cheiro da dama, da noite, da rua.
É o sorriso de canto, o passarinho piando.
É o uivo do cachorro, o gato miando.
É o abraço apertado, sentir o coração pulsar.
É ouvir uma música, é sair pra dançar.
É sentar na calçada, sentir o vento.
É o beijo de reencontro, é parar no tempo.
É receber um bom dia, conversar sobre o futuro.
É olhar as estrelas iluminando tudo.
É tirar os sapatos, pisar na grama.
É correr no parque, é pular na cama.
São elas que preenchem os menores espaços da alma.
São as pequenas coisas.
São as pequenas grandes coisas.

sábado, 14 de novembro de 2015

The loudness of your silence is breaking my soul.
Face the truth must be less painful than hear your mouth saying nothing.
But I don't judge you. Sometimes when we don't say a word we mean much more.
Really, don't you worry about me. I'm ok, I always am.
Life pass so fast and I already caused so much pain that I now can understand and accept the destiny doing the same to me.
I don't cry anymore. I don't ask why.
I just put my headphone and hear your steps getting far from me on the repeat.
It's ok, people always go away from me, 'cause I don't deserve them. I don't deserve you.
One day, like the other times, my soul will mend.
And I will find a way to break it again and again.
'Cause I'm no devil, but my sickness make me do evil.
And sometimes this evil turn back to me.
I call it justice.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Eu nunca soube quem sou. Não entendia as minhas próprias inconstâncias por não entender seus motivos.
Não me entendia constante também. Nada fazia muito sentido.
Agia, sentia, pensava, queria, tudo isso sem saber o por quê.
Agia sem saber o motivo de estar agindo, sentia sem saber o motivo de estar sentindo, pensava sem saber o motivo de estar pensando, queria sem saber o motivo de estar querendo. Com gerúndio mesmo, porque era exatamente assim.
Todos os conhecimentos que tinha sobre mim mesma eram primários e encaixá-los não era possível, faltava algo.
Por muito tempo eu me encontrei perdida em mim mesma. Era difícil, inclusive, resolver meus próprios problemas. Desesperador, mas eu simplesmente não sabia como fazê-lo.
E, depois de ficar a deriva em mim mesma, percebi que era hora de ancorar. Era hora de desbravar aquele mar gigante, aquele meu mar, e entendê-lo onda por onda.
Trabalho árduo, pesado, cansativo. Era preciso começar lá do fundo, antes mesmo das ondas se formarem. Era necessário saber cada detalhe de sua formação, para entender com clareza a sua quebra.
E, calmamente, me deixando guiar pela maré de mim mesma, hoje consigo me olhar sem me afogar em milhares de incertezas. Hoje meu mar e sua maré não me derrubam mais. Hoje consigo nadar em suas profundezas e ficar em pé, fincando meus pés em areia agora familiar.


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Crescer implica seguir em frente. Implica melhorar. Implica se renovar. Implica aprender. Implica esquecer. Implica escolher prioridades. Implica escolher o que vai e o que fica.
Se acorrentar ao passado é ficar estagnado no tempo, é não conseguir crescer.
Deixar algumas coisas irem é a primeira regra quando se quer renovar a vida.
Tudo acontece exatamente quando tem que acontecer, mas, principalmente, tudo acaba exatamente quando tem que acabar - superstição, talvez, mas pensar dessa forma acalma a alma.
Por melhor que algo tenha sido, com a inconstância e transmutação da vida, certas coisas deixam de caber em suas necessidades, deixam de fazer sentido, deixam de fazer feliz.
E quando se percebe que alguma coisa não te altera, não te ensina, não te transborda mais, significa que ela não cabe mais ao momento e é preciso deixá-la ir.
Se vai voltar um dia? Nunca se sabe.
Se foi melhor ir? Com certeza.
Mas deixar ir não é tão simples assim. Deixar ir significa entender e ter consciência de que o que faz parte do passado não vai necessariamente se repetir da mesma forma para sempre. Deixar ir significa perceber que coisas melhores entrarão no seu caminho e que deve-se aproveitá-las.
Crescer, no fundo, é perder o medo. Perder o medo de perder as coisas, pois se ganham outras. Perder o medo de repetir os erros, pois se aprende. Perder o medo de se machucar novamente, pois as coisas podem sempre ser diferentes.
Perder o medo também é algo difícil. Perder o medo significa confiar, significa doar-se, significa fechar os olhos e se entregar. Perder o medo é levar consigo aquela certeza de que vão te segurar.
E a única forma de saber se tem alguém ali embaixo por você, é se jogando.
Se não houver, mais cicatrizes para a vida. Se houver, acredite: você vai se transbordar novamente.
E não há sentimento no mundo melhor do que não estar completo e sim transbordando.

sábado, 1 de junho de 2013


Um rasgo no peito, o brilho no olhar

Foram vários os versos, 
várias as flores

O cheiro do prazer, a beleza do toque
O olho no olho, a euforia da posse

Conhecer o amor e não podê-lo tocar
Já saber o sabor e não poder mastigar

Sair por aí procurando um bar
Uma mesa de canto e palavras no ar

Acordar em uma cama vazia

Reviver tudo o que já sentira

Tentar entender, tentar esquecer

Cuspir o sabor pra tentar reviver

E o relógio não anda mais
O coração não se sente capaz

Tudo o que foi feito, o amor já sentido
Desataram-se os nós, foi só tempo perdido.