o sol entra pela janela que você deixou aberta na noite anterior por saber do meu medo de escuro.
desperto, te olho, dou um beijo no canto do lábio.
você sorri, como se sentisse a quantidade de amor transmitida nesse beijo.
volto a deitar, agora com você envolto em meus braços.
agradeço de olhos fechados por te ter aqui, íntegro, meu.
passo as mãos por seus grossos fios de cabelo, que brilham como meus olhos ao olhar pra ti.
penso em levantar e preparar algo pra comermos, mas desisto por lembrar que nosso amor é tão grande que podemos sobreviver dele e passar mais algumas horas na cama.
você acorda com um sorriso de canto, me dá o beijo mais apaixonado do mundo e deita sobre meu peito, agitado por ainda não ter se acostumado com o impacto de um amor tão grande.
e assim ficamos o dia todo, nos alimentando de amor e beijos.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
terça-feira, 15 de março de 2011
e eu ainda não aprendi a dar valor pras coisas que eu tenho.
e vai ser sempre assim... sempre assim, porque a dor só vem depois de perder, e some logo que se encontra algo pra ser colocado no lugar.
e esse looping de sentimentos e situações faz com que eu sempre esqueça a lição dada pela dor.
mas, agora, o fato de eu aprender ou não a dar valor não importa tanto; não pesa tanto quanto a dor de ter perdido você.
perda essa causada por algo errado que eu não fiz.
ou fiz e não percebi, simplesmente por ser maior que eu.
e agora eu perdi o chão, percebi que ter dois por inteiro é mais importante do que tentar ter um.
e senti o que se sente quando se luta, luta e luta, e perde por errar um único golpe.
como machuca! como deprime! como te faz sentir incompetente; imprestável!
sabe aquela sensação de coração apertado, acorrentado?
como se ele quisesse sair do teu corpo por ter desgosto de habitá-lo, mas você simplesmente o prende, sufocando-o? e esquece que talvez ele queira sair por você sempre fazer tudo errado, sempre deixar cicatrizes doloridas e nunca aprende?
ah, se você soubesse o quanto isso dói.
dói de ter que apertar o canto da cama enquanto chora, dói de ter que respirar fundo pra não cair, dói de não sentir as pernas.
e não dói só o coração, dói tudo.
dói porque você percebe o quão idiota foi, e fica quebrando a cabeça pensando no por quê de tamanha idiotice.
e comer barras de chocolate não te confortam mais, e aí você percebe que a coisa tá séria.
e quando isso acontece, tudo o que você quer é pedir desculpas, pedir que tudo volte ao normal, pedir aquele abraço, aquele sorriso, aquele amor que eu nem sei se era amor, mas que te fazia tão bem.
e vai ser sempre assim... sempre assim, porque a dor só vem depois de perder, e some logo que se encontra algo pra ser colocado no lugar.
e esse looping de sentimentos e situações faz com que eu sempre esqueça a lição dada pela dor.
mas, agora, o fato de eu aprender ou não a dar valor não importa tanto; não pesa tanto quanto a dor de ter perdido você.
perda essa causada por algo errado que eu não fiz.
ou fiz e não percebi, simplesmente por ser maior que eu.
e agora eu perdi o chão, percebi que ter dois por inteiro é mais importante do que tentar ter um.
e senti o que se sente quando se luta, luta e luta, e perde por errar um único golpe.
como machuca! como deprime! como te faz sentir incompetente; imprestável!
sabe aquela sensação de coração apertado, acorrentado?
como se ele quisesse sair do teu corpo por ter desgosto de habitá-lo, mas você simplesmente o prende, sufocando-o? e esquece que talvez ele queira sair por você sempre fazer tudo errado, sempre deixar cicatrizes doloridas e nunca aprende?
ah, se você soubesse o quanto isso dói.
dói de ter que apertar o canto da cama enquanto chora, dói de ter que respirar fundo pra não cair, dói de não sentir as pernas.
e não dói só o coração, dói tudo.
dói porque você percebe o quão idiota foi, e fica quebrando a cabeça pensando no por quê de tamanha idiotice.
e comer barras de chocolate não te confortam mais, e aí você percebe que a coisa tá séria.
e quando isso acontece, tudo o que você quer é pedir desculpas, pedir que tudo volte ao normal, pedir aquele abraço, aquele sorriso, aquele amor que eu nem sei se era amor, mas que te fazia tão bem.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
rimas me prendem tanto...
gosto de escrever, escrever sem me preocupar com melodia ou com o que combina com o que.
gosto de escrever palavras sem sentido, assuntos misturados, mas sempre sinceros.
não gosto de janelas, paredes, portas, elas me prendem; gosto de tudo que é ao ar livre.
gosto de correr, caminhar, abrir os braços, olhar o infinito.
não gosto de piscinas, elas me prendem.
gosto da imensidão inacabável do mar, de poder nadar até meus braços não terem mais força, gosto da sensação de não conseguir alcançar os pés no chão e mesmo assim estar de pé; exatamente como quando eu sonho.
gosto da liberdade, não adianta.
não gosto de regras, de horários, de rotina.
não gosto de dormir de noite, e sim de dia.
gosto do diferente, não gosto de lugares com pessoas iguais.
o incerto me atrai, a sensação de não saber exatamente o que estou fazendo, mas simplesmente fazer e chegar a algum resultado qualquer é inigualável.
apesar disso, gosto de fazer planos; mas sempre planos que me levem pra longe, que me tragam novas experiências.
gosto do perigoso, do escondido, do proibido... é clichê, mas é gostoso.
gosto de descobrir, sabe? de pegar pistas, juntá-las e ir encaixando-as, como que em um quebra-cabeça.
gosto de observar detalhes e gestos.
gosto de viver assim, inconstante...
gosto de escrever, escrever sem me preocupar com melodia ou com o que combina com o que.
gosto de escrever palavras sem sentido, assuntos misturados, mas sempre sinceros.
não gosto de janelas, paredes, portas, elas me prendem; gosto de tudo que é ao ar livre.
gosto de correr, caminhar, abrir os braços, olhar o infinito.
não gosto de piscinas, elas me prendem.
gosto da imensidão inacabável do mar, de poder nadar até meus braços não terem mais força, gosto da sensação de não conseguir alcançar os pés no chão e mesmo assim estar de pé; exatamente como quando eu sonho.
gosto da liberdade, não adianta.
não gosto de regras, de horários, de rotina.
não gosto de dormir de noite, e sim de dia.
gosto do diferente, não gosto de lugares com pessoas iguais.
o incerto me atrai, a sensação de não saber exatamente o que estou fazendo, mas simplesmente fazer e chegar a algum resultado qualquer é inigualável.
apesar disso, gosto de fazer planos; mas sempre planos que me levem pra longe, que me tragam novas experiências.
gosto do perigoso, do escondido, do proibido... é clichê, mas é gostoso.
gosto de descobrir, sabe? de pegar pistas, juntá-las e ir encaixando-as, como que em um quebra-cabeça.
gosto de observar detalhes e gestos.
gosto de viver assim, inconstante...
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
é sobre...
É sobre querer estar perto.
Sobre querer contar como foi seu dia no final do dia, mas, principalmente, sobre querer saber cada mínimo detalhe do dia alheio.
Sobre gostar do toque, do cheiro, da voz.
Sobre sentir falta do olhar, sentir falta do fato de saber que ele está lá.
É sobre ser capaz de passar a vida inteira só com ele, por ele ter tudo o que você precisa.
É sobre ele te dar carinho na medida certa, sobre ele saber o que você quer com um olhar, é sobre ele te descobrir sem você precisar dar nenhuma dica.
É sobre você conseguir passar horas falando com ele, e o assunto nunca se esgotar.
É sobre você não saber o que sente, mas saber que sente e querer sentir sem medo.
É sobre saber que dessa vez vai dar certo.
Sobre querer contar como foi seu dia no final do dia, mas, principalmente, sobre querer saber cada mínimo detalhe do dia alheio.
Sobre gostar do toque, do cheiro, da voz.
Sobre sentir falta do olhar, sentir falta do fato de saber que ele está lá.
É sobre ser capaz de passar a vida inteira só com ele, por ele ter tudo o que você precisa.
É sobre ele te dar carinho na medida certa, sobre ele saber o que você quer com um olhar, é sobre ele te descobrir sem você precisar dar nenhuma dica.
É sobre você conseguir passar horas falando com ele, e o assunto nunca se esgotar.
É sobre você não saber o que sente, mas saber que sente e querer sentir sem medo.
É sobre saber que dessa vez vai dar certo.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
eu não ia, ele também não.
eu consegui ir, ele decidiu ir.
eu não o conhecia, ele não me conhecia.
eu o puxei, ele me beijou.
eu moro aqui, ele mora a dez minutos de mim.
ele me chama pra ir embora, eu aceito.
ele sorri, eu quase pulo de felicidade.
ele senta, eu o deito.
ele quer, eu quero.
ele morde, eu arranho.
ele me leva embora, eu ficaria mais.
ele não deve se lembrar de mim, eu não o esqueço.
eu consegui ir, ele decidiu ir.
eu não o conhecia, ele não me conhecia.
eu o puxei, ele me beijou.
eu moro aqui, ele mora a dez minutos de mim.
ele me chama pra ir embora, eu aceito.
ele sorri, eu quase pulo de felicidade.
ele senta, eu o deito.
ele quer, eu quero.
ele morde, eu arranho.
ele me leva embora, eu ficaria mais.
ele não deve se lembrar de mim, eu não o esqueço.
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