segunda-feira, 26 de abril de 2010

a saudade, se alojou dentro do peito.

saudade; sentimento tão presente no nosso dia-a-dia, não?
sentimento neutro, algumas vezes bom, outras ruim.
sentimento, para mim, contrário ao arrependimento, afinal, não se sente saudades de algo que lhe fez sentir arrependido.
sentimento que muitas vezes causa medo, por não poder ser saceado.
sentimento normal, diário, muitas vezes cômodo.
mas que, para mim, vem um pouco, digamos assim, mais intenso. Muitas vezes me pego sentindo falta de pessoas, lugares, momentos, beijos, abraços, vozes, sentimentos; algo absolutamente normal. Mas em muitas outras, sinto falta de cobertores, cheiros, sofás, roupas, cadeiras, banheiros, gostos, toques; coisa que me preocupa um pouco, adimito.
Talvez as coisas me marquem de uma maneira diferente, marquem com mais força, deixando marcas mais profundas e uma saudade mais desesperadora.
A única certeza que a saudade me traz, é que ela anula a diferença entre as coisas; para a saudade, um sofá é tão importante quanto uma pessoa.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Alone.

Ok, sem mais recaídas, pretendo voltar a ativa e resolver meus problemas com maturidade, sem ficar abatida. E vou escrever muito, expressar tudo o que sinto, isso vai me alivar.
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Hoje uma amiga postou no fotolog, que nós devemos aprender a nos amar sozinhos, que não devemos deixar à ninguém a responsabilidade de nos fazer feliz, que somos completos e que outras pessoas servem apenas pra tornarem nossa vida mais agradável.
Ok, ela falou tudo o que eu sempre quis dizer.
E eu concordo com ela. Eu aprendi com o tempo, que quando nós mostramos a alguém, que precisamos dela para sermos felizes, a pessoa acaba temendo se envolver, com medo de que seja insuficiente e nos magoe.
Estou faz um tempo sem niguém, e sou feliz mesmo assim. Alguém aqui comigo, seria bom, sim,  faria o que amigos não podem fazer, fisica e emocionalmente falando.
Mas não me traria felicidade, afinal, essa eu já tenho sobrando!
Então vou parar de procurar incessantemente, de sofrer quando não dá certo, de dar valor a quem não é o ideal e de esquecer do que realmente me faz feliz.
Eu tenho tudo o que preciso aqui, comigo, e tudo o que vier é lucro.

sábado, 16 de janeiro de 2010

De vidro.

A vida é uma coisa tão frágil, não? Em uma fração de segundos, tudo pode acabar.
E com o fim da vida, se vão os sonhos, conquistas, segredos, pensamentos, sentimentos.
E o pior de tudo é saber que não há volta, que simplesmente acabou.
E que nenhuma vontade do mundo, nem um amor, pode trazer de volta a vida de alguém.
A morte é a pior coisa existente.
A morte é a maior dor existente.
A morte é o maior desperdício existente.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Marcas de um amor sem fim.

Já é de manhã. Me encontro nua, sentada de frente à janela de nosso quarto, enrolada no cobertor que você deixou para mim pouco antes de descer para preparar o café.
Hoje acordei sentindo tudo muito intensamente, com olhos extremamente observadores e sensíveis.
Olho para a luz do Sol, mas ela já não é o suficiente. Mudo o foco, olho à minha volta, nosso quarto, nossa cama, nossas marcas, marcas de um amor sem fim, um amor saudável, um amor incrível.
Olho nosso porta-retrato e fico imaginando se há alguém nesse mundo, que seja mais feliz que nós dois, ou que saiba fingir e se adaptar melhor.
Olho para o travesseiro, vejo o cheiro do suor do nosso amor, vejo fios de cabelo misturados, como que querendo se entrelaçar e fazer parte de tudo isso.
O vento bate em meu rosto e lembro de seus suspiros.
Ah! É melhor eu descer, você está me chamando.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Descartável, não!

Copos, pratinhos, seringas, camisinhas, são uma coisa.
Pessoas, sentimentos, palavras e atos, são outra.
Usar, jogar fora, brincar sem razão ou por quê, é uma coisa.
Entender, saber o significado, saber quando e como usar, é outra.
Saber associas essas coisas é uma dádiva.
Encontar quem o saiba, um milagre.
Que isso mudaria muita coisa, é verdade.