terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Se lapidar vira diamante
Se travestir vê sorriso
Se mascarar vai adiante
Se esconder fica vivo

Se não falar é aceito
Se enganar é alívio
Se odiar é perfeito
Isso evita dilúvio

Se fingir que não, está salvo
Se tiver fachada é ágil
Se for visto desce do salto
Se amordaçar é mais fácil

Se não for, não apanha
Se quiser ser, melhor não
Há quem diga que é manha
Eu acho que não é opção
I've killed my demons, one by one, all by myself, just like you said.
You said that couldn't help me killing them, cause it was my job. And now I agree.
But I just don't know what to do with this pieces of demons inside me. I'm writing to ask help to clean up this mess.
I've tried to spit it, to swallow it, to scream it, to absorb it, to forget it. But this little pieces still here talking to me when I try to sleep.
This demons of sadness and loneliness are broken, but still around.
So I only ask you one simple thing: get into me, then they will not have space and will disappear.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

São as pequenas coisas.
É o banho de chuva, o banho de lua.
É o cheiro da dama, da noite, da rua.
É o sorriso de canto, o passarinho piando.
É o uivo do cachorro, o gato miando.
É o abraço apertado, sentir o coração pulsar.
É ouvir uma música, é sair pra dançar.
É sentar na calçada, sentir o vento.
É o beijo de reencontro, é parar no tempo.
É receber um bom dia, conversar sobre o futuro.
É olhar as estrelas iluminando tudo.
É tirar os sapatos, pisar na grama.
É correr no parque, é pular na cama.
São elas que preenchem os menores espaços da alma.
São as pequenas coisas.
São as pequenas grandes coisas.

sábado, 14 de novembro de 2015

The loudness of your silence is breaking my soul.
Face the truth must be less painful than hear your mouth saying nothing.
But I don't judge you. Sometimes when we don't say a word we mean much more.
Really, don't you worry about me. I'm ok, I always am.
Life pass so fast and I already caused so much pain that I now can understand and accept the destiny doing the same to me.
I don't cry anymore. I don't ask why.
I just put my headphone and hear your steps getting far from me on the repeat.
It's ok, people always go away from me, 'cause I don't deserve them. I don't deserve you.
One day, like the other times, my soul will mend.
And I will find a way to break it again and again.
'Cause I'm no devil, but my sickness make me do evil.
And sometimes this evil turn back to me.
I call it justice.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Eu nunca soube quem sou. Não entendia as minhas próprias inconstâncias por não entender seus motivos.
Não me entendia constante também. Nada fazia muito sentido.
Agia, sentia, pensava, queria, tudo isso sem saber o por quê.
Agia sem saber o motivo de estar agindo, sentia sem saber o motivo de estar sentindo, pensava sem saber o motivo de estar pensando, queria sem saber o motivo de estar querendo. Com gerúndio mesmo, porque era exatamente assim.
Todos os conhecimentos que tinha sobre mim mesma eram primários e encaixá-los não era possível, faltava algo.
Por muito tempo eu me encontrei perdida em mim mesma. Era difícil, inclusive, resolver meus próprios problemas. Desesperador, mas eu simplesmente não sabia como fazê-lo.
E, depois de ficar a deriva em mim mesma, percebi que era hora de ancorar. Era hora de desbravar aquele mar gigante, aquele meu mar, e entendê-lo onda por onda.
Trabalho árduo, pesado, cansativo. Era preciso começar lá do fundo, antes mesmo das ondas se formarem. Era necessário saber cada detalhe de sua formação, para entender com clareza a sua quebra.
E, calmamente, me deixando guiar pela maré de mim mesma, hoje consigo me olhar sem me afogar em milhares de incertezas. Hoje meu mar e sua maré não me derrubam mais. Hoje consigo nadar em suas profundezas e ficar em pé, fincando meus pés em areia agora familiar.